Diocese que Brota da Graça: 65 Anos de Luz, Memória e Missão

       A Diocese de Teófilo Otoni, neste ano, completou sessenta e cinco anos de sua criação. Rendemos louvor e gratidão a Deus

       A Diocese de Teófilo Otoni, neste ano, completou sessenta e cinco anos de sua criação. Rendemos louvor e gratidão a Deus na missa solene celebrada no dia 27 de novembro, na Igreja Catedral, com a presença de alguns padres, seminaristas, religiosos e um grande número de fiéis. Era ação de graças pela história evangelizadora da amada Diocese de Teófilo Otoni, nascida em 27 de novembro de 1960, desmembrada da Diocese de Araçuaí.

       Aquela nova diocese — nova na estrutura, mas jamais na essência — surgiu assentada sobre o único fundamento que sustenta a Igreja: Jesus Cristo, a pedra angular, e os apóstolos, colunas perenes da fé. A Diocese foi criada por São João XXIII, o Papa da Bondade e do vento novo do Concílio. Ele a inscreveu no coração da Igreja Universal. E, nesses sessenta e cinco anos de história, que não começaram em nós nem se encerrarão em nós, mas se escrevem como um rio antigo — o rio da graça de Deus, que nasce de Cristo e corre pelos séculos, irrigando a terra com esperança — assim a Diocese permanece neste território que abrange quarenta e três paróquias e trinta e três municípios. Nossa missão aqui é evangelizar, cuidar do povo e cultivar a vida cristã e a espiritualidade, para caminharmos todos rumo ao Céu.

       Desde sua criação por São João XXIII, sete papas acompanharam esta Diocese, e nós somos frutos desse pastoreio e do Magistério Pontifício deles. Três deles já resplandecem nos altares como santos: São João XXIII, São Paulo VI e São João Paulo II. Ao longo dessa história de sessenta e cinco anos, seis bispos, um bispo auxiliar e alguns administradores diocesanos, conduziram a Diocese de Teófilo Otoni, deixando marcas de amor, zelo e dedicação. São vidas que se entrelaçam com a história desta Igreja particular.

       Para cá vieram missionários que evangelizaram, cruzaram estradas e percorreram povoados; sacerdotes que consumiram suas vidas em favor da Diocese; religiosos e religiosas que espalharam a semente silenciosa da santidade, fazendo-a germinar no meio dos fiéis.

       Os fiéis, vivendo sua vocação batismal, tornaram-se agentes de evangelização e, ao mesmo tempo, terreno fecundo onde a semente foi lançada. Muitos joelhos se dobraram durante todo esse tempo para adorar a divina presença de Deus e suplicar graças e bênçãos para todos os diocesanos e diocesanas. Nesse percurso, muita gente marcada pelo sofrimento encontrou consolo: enfermos, idosos, desorientados, desempregados, pessoas atravessando processos que desestruturavam sua existência.

       As lágrimas foram transformadas em força. Batismos, eucaristias, casamentos, ordenações e unções foram celebrados; o perdão aconteceu; corações foram curados. Esta Diocese tornou-se um santuário vivo, onde Deus se fez próximo e onde o Evangelho ganhou rosto, voz, nome e corpo. Por isso, foi tão significativa a celebração de Ação de Graças no dia 27 de novembro: Dia Nacional de Ação de Graças, dia de Nossa Senhora das Graças e aniversário de criação da Diocese, no ano de 1960. Bendito seja Deus, que olhou com amor para o seu povo e, com certeza, nos abre o vasto campo da missão que está à nossa frente.

       Precisamos continuar esta história maravilhosa que Deus vem realizando conosco: uma história de amor, de profecia, de cuidados e de conquistas. Nossa gratidão a todos que se empenham para que a Diocese seja evangelizadora e cuidadora. Tenhamos um profundo sentido de amizade diocesana. Vivamos a diocesaneidade: um povo em caminho, consciente de que o Senhor está no nosso meio e, assim, peregrinemos com esperança.

O nosso amanhã pertence a Deus, mas Ele nos ilumina e nos conduz.

 

 

Dom Messias dos Reis Silveira

Bispo Diocesano

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